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A redação de «Amor de Perdição» de Camilo Castelo Branco não é dissociável da situação em que o autor se encontrava: encarcerado por adultério e a aguardar julgamento na Cadeia da Relação no Porto. Escrita em quinze dias, num «frenesim febril», como o escritor conta, trata-se da sua obra mais conhecida. Aí encontramos um Camilo personagem-narrador-autor, onde a sua «personagem» que surge no romance é, contudo, secundária, narrando uma história que pertenceu a um seu tio, Simão António Botelho. Tal justifica o subtítulo: «Memórias de uma Família», porém, ao fazê-lo, ao revelar os laços de consanguinidade entre si e a figura principal, o tio que nunca conheceu, mas que também vive o drama de um amor proibido: «Amou, perdeu-se, e morreu amando»; Camilo sugere, para além da herança sanguínea, uma outra, de fatídico pendor: a de um nefasto fado.
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